terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Inventor de sete almas

Inventor de sete almas


Se elas realmente gemessem dentro de mim
Se o entojo das águas desaguassem em si
É sempre límpida a face de quem vive só
E só os desencontros me mostram quem de verdade sou

As cores que me marcam, dão a diferença
Eu sou mais forte que qualquer crença
Meus poros estão entreabertos podes vir
Eu dou tempo ao tempo completar o meu sorrir


Ah, inventor de sete almas
Ser o mais lindo, dos lindos, dos Morféus
Triste é a palma de quem cala
Sou infinitamente, discretamente seu

Repara, me mata, me deixa ir, não quero mais ficar aqui...


De nada me serve estar sempre à espera
Do improvável que poderá vir
Todos que por mim passam trazem guerra
Estragam ainda mais o meu sentir

Inútil é o ser que não crer em Eli
Ser mais um manso que deve prosseguir
Me reinvento em cada castigada alma
Que cai e se levanta dentro de mim


Ah, inventor de sete almas
Ser o mais lindo, dos lindos, dos Morféus
Triste é a palma de quem cala
Sou infinitamente, discretamente seu


Repara, me mata, me deixa ir, não quero mais ficar aqui...


Cantiga inspirada no texto "Quando as galinhas gemem" de Rafael Barbosa.