domingo, 26 de fevereiro de 2012

Balaieiro


Tua tisna negra
Tua boca singela
Minha flor de lótus

Tuas curvas carnudas
Tua voz me assusta
Te tecer eu imploro

Violeta africana
Tua vida cigana
Tua alma marcada

Conhecer teu caminho
Me deixa sozinho
És meu conto de fadas

Teu balaio bordado
Por tua mãos caprichado
Ganhou tua cor

Saindo nas ruas
Tua saia circula
Exalando amor

É cheia de espinhhos
Espinhos ferinos
Não se entrega a nada

Só aquele que soube
E com carinho se coube
Em sua saia rodada

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

É o cerne da questão

Na primeira vez
Que eu te vi
Me apaixonei

Flor de obsessão
Me fez paralisar
Uma constelação

Eu quero te mimar...
Quero te agradar...

Homem como eu
Não pode se entregar
A um caso bobo assim

Foste o que se deu
De tanto eu regar
O teu triste jardim

Eu quero te cuidar...

Fonte de alucinação
Me deixa sem saber
Onde por as mãos

É o cerne da questão